17 de janeiro de 2008

Diamante ou Crochê -- é Você quem Escolhe

´stamos em plena Web -- nalgum lugar entre o Uol e o site que vende criancinhas de três anos . . .

eis um Blog!, exclamou o Capitão, com a estranha Pedra na ponta dos dedos -- adorável este!...veja: coloque-o contra a Luz..., segurou a pedra translúcida no alto, tendo no Rosto o Brilho das cores refratadas -- ...e ela vira um Crochê! -- e seu rosto tornou-se Sombrio, face ao Opaco objeto -- que logo voltou a ser Pedra, assim que o Capitão jogou-o no saco Páginas Visitadas . . .

Ah! adoro Costurar!...Meu capitão, faça a Pedra novamente Trama para eu desfazê-la -- e fazer minha Fama!, gritou mary ann, com sua voz estridente e fina, de Menina-anjo -- eu só Gosto do que posso!, e começou a levitar baixinho, de excitação . . .

então, Você não Pode gostar..., resmungou o capitão com Desdém, a Beleza do Diamante está em não poder alterá-lo -- tenha-no na mão, arranhe, esmague, aperte-o até a mão sangrar -- e nada muda na Pedra!, e arrematou, filosófico: quanto mais uma mão quer fazê-lo a sua semelhança -- mais o Diamante se parece consigo próprio! . . .

mary ann baixou ao chão -- estava contrariada: paradoxos! ora, o que atrai no Diamante é Poder fazer qualquer coisa Brilhar -- com ele, Vemos como Belo o que quisermos!... e, depois de uma pausa dramática, disse É essa a Beleza do diamante! com expressão séria . . .

ah, então dizes que Belo no Diamante é seu Brilho! -- podes fazê-lo parar de Brilhar, por acaso?!, mas a menina não respondeu, seu olhos brilhavam!, a Pedra havia caído do saco e -- transfigurando-se de Gênero em Espécie -- a Pedra tornou-se um coruscante Diamante! . . .

Tomou-o nas mãos -- tinha-as muito pequeninas -- e o post fez-se em Descostura

Um comentário:

Anônimo disse...

Ah, mui legal. Gostei do lance central de a pedra ser o que cada um dos dois vê nela, ora crochê ora diamante. Crochê refletindo o rosto duro do capitão, diamante refletindo os olhos da mary ann.

Achei legal o lance visual também, de refratar o post em cinza e preto, com uma palavra azul-clara.

E claro, a tragédia do escritor, de não poder alterar o diamante e estar condenado a ver cada um se refletir nele, sem nenhum tipo de controle sobre essas múltiplas leituras.

Mas eu acho que a teoria da Retórica Literária teria algo a acrescentar à sua parábola. Será que o diamante é tão impossível de modificar? Será que ele é tão invencível assim?

Lembrou-me de Drummond:
"Palavra, palavra!
(Digo exasperado)
Se me desafias, aceito o combate"